Diário de Abdel Sarahafat el Kabir

 

 

 

Quando olho para a pin-up da tasca ao lado como-a com os olhos e o meu sexo agita-se como o demo. Neste momento estou a devorar uma folha de papel. Como eu gosto daquele calendário!...

 

 

 

Mas ontem roubei uma motorizada forte, feia e má, da crueldade inerente aos objectos feios e maus, banidos pelos ecologistas, comedores de ratos e de bosta que inecessantemente resvalam na carapaça de titânio do progresso do mundo ocidental, dos saudáveis e radioactivos comedores de hormonas.

 

 

 

Hoje passo a noite no campo.

 

 

 

Sinto-me um pouco frustrado, a minha aventura não teve ainda nada de ídilico, mas as àrvores dão-me a sensação bizarra de um outro mundo mais misterioso que eu talvez já tenha sonhado.