O PARADIGMA ASSINTO

 

 

 

 

 

A moda na Holanda e nos países baixos dava-me a

impressão que perdia o meu tempo. Mas será perder

o tempo apanhar sol na cara e terra nos pés?

De qualquer maneira é claro que qualquer coisa me

escapava. Seria tudo uma questão de sincronização?

Ou havia mais qualquer coisa de indefenidamente

superior, um este com metabolismo aspirante e

paradigmático que me envolvia “malgé moi”.

 

 

 

Era isso? O que está certo é o que está de

acordo com os caminhos percorridos

do tempo anástese-paralelismo-metáfora

dúbia e sonoplastia incongruente.

 

 

 

Pertenço à vanguarda nova geração,

por isso estou tão pensativo e sem

resguarda.

 

 

 

Gosto de escrever disparates no campo,

quando vem o mês de Maio,

e acredito convictamente na possibilidade

do paraíso. De uma harmonia imperfeita e

verde.

 

 

 

Os budas não servem para Nada.

A revolução social e a moda na Holanda

não serão a mesma coisa?

 

 

Há coisas que persigo e das quais eu fujo.

conflito/antítese/paradigma/sintonia/dilúvio/capitão Nemo/sinfonia/craneo

 

 

 

Cheguei aos ermos ocos de um cabeço de monte,

salpicado de vidoeiros e tentei com sucesso

fundir-me com o maravilhoso mundo/ que nos

rodeia/ da natureza/ mãe/ terra/ metabolismo

acéfalo/ alquimia druídica/ ventre/ útero/ paralepipedismo

impossível.

 

 

Ah! O campo!

 

 

 

 

 

Frágil

 

testemunhas acabrunhadas de um sonho

impossível, ferro de engomar frágil,

quase translúcido,

Não nos apercebemos da irrealidade

do frágil manto que nos cobre

invisívelmente como um frágil

redoma de cristal fictício.

 

Corre a nossa pena sobre grilos.

 

Assaltam-me sensações bizarras,

perturbantes. Eu suo.

Suo violentamente como um

cavalo a parir.

 

Maria! Natércia! Étecétera!

 

É uma fusão de seres, de nevoeiros,

de personalidades!