OS WAN-TANS DO 1º MINISTRO

 

 

MANIFESTO SOBRE O ESTADO DA NAÇÃO

 

 

 

 

good-bye Boris! ¾ said the smugller

 

 

 

Em que é que se está a transformar o homeostético?

Num homossexual cibernético?

Ou recaíu ele (tal como tudo) num banalizado produto da industria contemporânea?

 

 

yes, Joe, não está aqui aquilo que procuravamos,

que tal uma tequilla para arrefecer os ânimos?

 

 

O

 Drama homeostético é o drama da Santidade: como permanecer puro nesta opereta post-moderna cheia de sexo higiénizado (mental-mente e na prática: tipo coito interrompido com lavagem de dentes intermédia e preservativo furado à mistura) e telecomandado (de Marte, está claro!), de galerias lindas de morrer com galeristas que NÃO vão para a cama com os artistas, mais o sórdido mundo do ir para o engate até de madrugada? Como permanecer puro? dizia, integro e não só, como os heróis wagnerianos ou os tolinhos da távola redonda?

 

 

 

 

olha-me para estes gajos a armarem-se em espertos, Frank!

não voltes a repeti-lo Joe, que isso não tem graça nenhuma!

estes gajos estão mesmo a pedi-las, inspector, mas a Lei é a Lei!

 

 

 

 

O único caminho (aquele que está inscrito no interior do cérebro lobotomizado) é na direcção do Paraíso.

 

 

 

 

 

Que tipo de santidade está a banhar o nosso comercíalissimo movimento?

 

 

 

 

A Resposta pode Ser: uma SANTIDADE PORTUGUEZA CONCERTEZA!

 

 

 

 

 

O HOMEOSTÈTICO prosta-se em estado de prece: é um manta religiosa (vulgo: louva-a-deus) fleumático: aqui o macho devora a fêmea depois do acto sexual e além do mais tem uns testículos dentados.

 

 

 

 

é também um GURU viboroso, como o Thimoty Leary: arrasta pedagógicamente as massas

para o nirvana imediato, sem chatices gimnicas

 

 

 

é um teórico em diáspora: neste caso consulta o rabi e já fez a circuncisão mental entre a TORA e FREUD. Está em toda a parte e sonha regressar (meia bola e força) à terra prometida.

 

é um dogmático paradoxologista: o que é no mínimo lógico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

é um estado-novista ridículo: embora do Estado Novo só retenha a fachada de meia dúzia de boas construções e a retórica de meia-tigela. Monumentalismo a condizer com o Portugal dos Pequeninos.

 

é um orientalista depravado que olha para os diccionários de sanscrito com os olhos postos no deboche estático de Kajuraho.

 

 

 

 

 

 

que tal as gajas?

eram boas?

sim, Slim! só é pena

que estejam mortas!

 

 

 

 

 

maXismo Nunca Mais, 25 de Abril Sempre!

 

OH!

 

Os dramas abismais são coisa passada. O dilúvio foi uma metáfora politica para lavar a roupa suja que nem sequer chegou a ter uma pitada de graça.

 

Bof!!

 

O santo assiste a isto tudo com serena indiferença: OS APOCALIPSES SÃO PARA AS MASSAS! A SUA CINEMATOGRAFIA É DE PÉSSIMA QUALIDADE!

 

 

 

 

o que pensa do comunismo e de Andropov em particular?

 

nota: assinalar com uma cruz as

 respostas no fim do inquérito.

 

 

 

 

 

As eternas moscas, as andorinhas e o verão.

 

Tudo isto desperta no santo um sentimento do admirável, do Novo, do irrepetível.

 

Floresta de sensações, dirão os denegridores, incapazes de compreender o deleitoso racionalismo que faz mover a máquina de mitos.

 

 

 

 

Dele se pode dizer que:

 

1.  tem uma disciplina de Kamikase

2. está em tudo (e tudo está nele porque ele está a dar)

3. é desperdiçador (embora não seja chic)

4. tem a ironia de um esquiador

 

As nossas prudências são moralíssimas. Nada de resignações, de golpes baixos, de castelos espanhóis. Se falamos de paraíso nãose trata de propaganda e muito menos de escassez de ideias. Astrológicamente (vide Madame Min in “Mickey” nº 176, edições Abril Cultural 1973) estamos condenados às delícias paradísiacas, ao néctar, à ambrosia (vide “O Festim dos Centauros”, de Georges Dumezil onde o problema é abordado de forma errada, tal como posteriormente o reconheceu o autor), aos cálices sagrados (na versão Monthy Python).

 

 

 

 

Julio Pontinha etait un porno-inteléctuel portuguais

e nós somos uns pobres lonesome caubóis

 

 

 

 

e o que é que fizeste aos cadáveres?

foram para a picadora, chefe! a minha mãe precisava de carne para uma lasanha!

 

 

 

Há os que gostam de passar ao lado das Utopias, os que as gostam de roçar e os (h)eternos insatisfeitos.

 

 

 

O Homeostético, pelo contrário, é um perpétua satisfeito que finge buscar a Harmonia como quem faz ginástica de manutenção.

 

DEPOIS VÊM OS CRÍTICOS FAZER FICÇÃO, TELENOVELEIRAMENTE!

 

 

 

Até à Vitória Final, Camaradas!